@viníciocarrilhomartinez
Todo mundo é cheio de opiniões; porém, os sábios guardam as suas para si, pois, têm receio, verdadeiro tormento, de falarem bobagem.
As opiniões podem ou não ser benvindas. Se são honestas e dispostas a colaborar – sem recair na ingenuidade, idealismo ou sectarismo – sempre podem ser apreciadas.
De outro modo, se são opiniões conexas ao senso comum – quase sempre eivado de discriminação, preconceito, indisposição à diversidade física, cultural, social – então, devem ser silenciadas.
Emitir opinião, sem fundamento lógico, histórico, científico, sociológico ou filosófico (não sendo elitista, capacitista), é apenas uma das roupagens da desinformação, outra forma de Fake News, e sempre garante uma aposta na ideologia racial ou dominante. Também chamaremos isso de Negacionismo cognitivo.
Vejamos duas análises ou abordagens:
Sobre o que é racismo, o que se pode entender, como combater, é algo comum a todo mundo e assim devemos participar do debate. Inclusive para “se ver melhor”, na práxis futura.
- Porém, um homem branco (como eu) não tem a mínima legitimidade para avaliar se tal feito e contexto foi racista (ou não).
Do mesmo modo, todo mundo deve se envolver no debate sobre acessibilidade, inclusão e permanência, especialmente, no sentido do aprendizado e das reflexões seguintes.
- No entanto, ninguém que não tenha deficiência (PCD), como eu, poderá emitir parecer sobre uma situação ser ou não inacessível e excludente.
É somente pela lógica quebrada das opiniões não embasadas (fantasiosas) e das ideologias que se voltam contra a obviedade que negamos os fatos, a realidade, “o que está na nossa cara”, e, assim, também explicamos um certo Negacionismo cognitivo – que é a pior forma de negação do raciocínio lógico-dedutivo.
Essas imagens e seus dizeres nos dizem que as coisas, as situações, as pessoas em suas ocorrências, os processos, têm um sentido e esse sentido precisa ser visualizado, pensado, refletido, diante da lógica mais simples.
Assim, fica o convite para que se reveja as inscrições nas fotografias.








Afinal,
Como haver inclusão sem acessibilidade?
É óbvio, não há permanência sem inclusão.
Mas, como entrarei numa sala, se as portas estão trancadas?
A criança de 12 anos tem a resposta.
Se a permanência é o trânsito e o trâmite, a acessibilidade é a premissa.
É preciso “só” de boa vontade para abrir o sistema – trancado por dentro?
Isso é acessibilidade, inclusão e permanência.
Não podemos dar trégua ao negacionismo cognitivo.
Então, como entrar no ambiente – necessário ao nosso desenvolvimento – se quem trancou a porta não quer abrir?




