terça-feira, outubro 13, 2026
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Lula usa 7 de Setembro para confrontar agenda bolsonarista: “Não baixaremos a cabeça”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceitará interferências de potências estrangeiras nem voltará à condição de colônia. A declaração foi feita em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de domingo (6), véspera do Dia da Independência.

“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou Lula.

Sem citar diretamente Donald Trump, o presidente também rebateu as pressões comerciais dos Estados Unidos e defendeu a autonomia brasileira para negociar com outros países. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender”, declarou.

O pronunciamento ocorre em meio à ofensiva comercial do governo estadunidense contra produtos brasileiros e à disputa entre Estados Unidos e China pelo acesso a minerais estratégicos na América Latina. Lula destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo e defendeu que esses recursos sejam usados para produzir tecnologia e empregos no próprio país.

O presidente também mencionou a descoberta de uma nova reserva de petróleo e a aprovação do marco legal dos minerais críticos e estratégicos. Segundo ele, as riquezas naturais devem financiar o desenvolvimento brasileiro e melhorar as condições de vida da população, em vez de atender prioritariamente a interesses estrangeiros.

Lula ampliou o conceito de soberania para incluir independência financeira, acesso à educação e à saúde, liberdade de escolha profissional, combate à fome e redução das desigualdades. Afirmou ainda que o Brasil trabalha pela paz, pelo livre comércio, pela transição energética e pelo enfrentamento da emergência climática.

O discurso teve duração de pouco mais de três minutos e adotou a soberania como eixo central das celebrações oficiais do 7 de Setembro. O tema também funciona como uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceitará interferências de potências estrangeiras e não voltará à condição de colônia. A declaração foi feita em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de domingo (6), véspera do Dia da Independência.

“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou Lula.

Sem citar diretamente Donald Trump, o presidente também rebateu as pressões comerciais dos Estados Unidos e defendeu a autonomia brasileira para negociar com outros países. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender”, declarou.

O pronunciamento ocorre em meio à ofensiva comercial do governo estadunidense contra produtos brasileiros e à disputa entre Estados Unidos e China pelo acesso a minerais estratégicos na América Latina. Lula destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo e defendeu que esses recursos sejam usados para produzir tecnologia e empregos no próprio país.

O presidente também mencionou a descoberta de uma nova reserva de petróleo e a aprovação do marco legal dos minerais críticos e estratégicos. Segundo ele, as riquezas naturais devem financiar o desenvolvimento brasileiro e melhorar as condições de vida da população, em vez de atender prioritariamente a interesses estrangeiros.

Lula ampliou o conceito de soberania para incluir independência financeira, acesso à educação e à saúde, liberdade de escolha profissional, combate à fome e redução das desigualdades. Afirmou ainda que o Brasil trabalha pela paz, pelo livre comércio, pela transição energética e pelo enfrentamento da emergência climática.

O discurso teve duração de pouco mais de três minutos e adotou a soberania como eixo central das celebrações oficiais do 7 de Setembro. O tema também funciona como uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição.

Abaixo, a íntegra do pronunciamento:

“Minhas amigas e meus amigos,

Amanhã, 7 de setembro, é dia de comemorar a Independência do Brasil. Para além do grito de Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga, a Independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social.

De Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, a Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de Julho na Bahia.

Defender a Independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia.

Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso. Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro.

Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro. Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.

Minhas amigas e meus amigos,

Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros.

Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência.

A independência financeira, a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego, ter mais tempo para si mesmo e para sua família.

A independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos. E de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil trabalha pela paz mundial e pela harmonia entre as nações. Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém.

Temos motivos de sobra para nos orgulharmos do nosso país. Temos na Amazônia uma das maiores biodiversidades do planeta. Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo.

Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade.

E temos cada um e cada uma de vocês, que formam o extraordinário povo brasileiro, um dos mais admirados em todo o planeta.

Um feliz Dia da Independência e que Deus continue abençoando o nosso Brasil.”

DCM

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