terça-feira, março 3, 2026
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Trump lista quase 700 exceções e tarifaço vira piada nas redes: “Arregou”

O decreto que eleva para 50% as tarifas sobre importações brasileiras, assinado pelo presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (30), tem quase 700 itens isentos da taxa e virou piada nas redes sociais. A medida, que entra em vigor em sete dias, vem acompanhada de uma lista de exceções que beneficia setores como aviação civil, mineração e alimentos, amenizando o impacto econômico inicialmente projetado.

O comunicado oficial da Casa Branca justifica a decisão como resposta a políticas brasileiras que constituiriam “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”.

O texto faz menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o governo brasileiro de adotar medidas que “infringem os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos norte-americanos e violam os direitos humanos”.

Os mercados reagiram com volatilidade ao anúncio. As ações da Embraer, que teria sido uma das mais afetadas sem as isenções, dispararam 10% após a divulgação da lista de produtos excluídos das tarifas. O dólar, que chegou a atingir R$ 5,617, recuou para R$ 5,536 com a notícia das exceções. O ferro-gusa, matéria-prima essencial para a indústria siderúrgica estadunidense, também ficou de fora do pacote de tarifas, atendendo a demandas de empresas como a Steel Dynamics, quarta maior produtora de aço dos EUA.

O mecanismo de aplicação estabelece que as novas tarifas representam um acréscimo de 50% sobre os valores já cobrados. No caso do etanol, por exemplo, a alíquota total saltará de 12,5% para 52,5% a partir de agosto.

O decreto prevê que as medidas entrem em vigor em sete dias, aplicando-se a mercadorias registradas para consumo após 12h01 do horário do leste dos EUA, com possibilidade de revisão caso o Brasil “se alinhe” aos interesses estadunidenses ou de aumento em caso de retaliação.

No X, usuários já colocaram termos como “laranjão arregou” e “arregão” entre os assuntos mais comentados. “O tarifaço virou tarifinho”, ironizou uma usuária sobre a taxa que não será aplicada aos produtos que o Brasil mais exporta aos EUA. O adiamento da medida em uma semana também foi ironizada.

“Pelo visto o Lula sabe de fato jogar truco, não arregou em nenhum momento”, escreveu um tuiteiro relembrando a fala do presidente Lula (PT) afirmando que iria “pedir 6” se Trump seguisse com a “cartada”.

Veja as reações: 

 

 

 

 

 

 

 

 

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