O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relatou que seu motorista foi seguido por uma viatura da Polícia Militar depois de deixá-lo em casa, na noite da última terça (11). O petista disse que o acompanhamento ocorreu por muito tempo e de forma “ostensiva e intimidadora”.
O advogado Hélio Silveira afirmou que o motorista percebeu a aproximação da viatura na Avenida 23 de Maio, ligação entre a zona sul e a região central da capital. Ao se aproximarem do carro, os policiais apagaram as luzes, segundo o relato apresentado pela equipe de Haddad.
Por segurança, o motorista decidiu entrar em um hotel, onde havia câmeras de vigilância. Silveira contou que ele saiu do local para questionar os agentes sobre o que havia ocorrido, mas não recebeu resposta amistosa: “Vaza daqui”.
O motorista voltou ao hotel, esperou a saída da viatura e acionou a equipe de campanha. Haddad afirmou que o episódio durou cerca de 40 minutos e deixou o trabalhador abalado, pois havia três fuzis dentro do veículo policial.
SSP determina identificação das equipes da PM
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que passaram pela área onde o carro de campanha foi acompanhado. A pasta abriu apuração para verificar se houve desvio de conduta.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, telefonou para Haddad e pediu informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada. A secretaria afirmou que vai apurar qualquer eventual irregularidade.
Haddad e seu advogado disseram que procurariam o governo paulista e outras autoridades para esclarecer a motivação da abordagem. O ex-ministro classificou a situação como “fora do padrão” e afirmou esperar que tenha ocorrido alguma confusão.




