quinta-feira, outubro 15, 2026
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Assessor de Kassab deixa governo Tarcísio após ser alvo de operação da PF

Um assessor de Gilberto Kassab, secretário de Governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu demissão nesta quarta-feira (12) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações de prefeituras do interior paulista, segundo informações da Folha de S.Paulo.

O ex-prefeito de Limeira, Mário Botion. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Limeira, Mário Botion (PSD), ocupava desde julho o cargo de diretor de Convênios no escritório regional de Campinas da Secretaria de Governo, responsável pela intermediação de repasses entre o Estado e os municípios.

A ação, batizada de Operação Coffee Break, foi realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e apura desvios de verbas da área da Educação. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Botion e em uma empresa de sua propriedade, em Limeira, no interior de São Paulo.

Segundo a CGU, o esquema envolvia empresas fornecedoras de material didático localizadas em Sumaré e Hortolândia, com contratos superfaturados e indícios de corrupção. Ao todo, 50 mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo e Paraná, além do Distrito Federal.

Em um dos endereços investigados, os policiais apreenderam R$ 2,1 milhões em espécie. A PF afirmou que os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, a Secretaria de Governo confirmou que Mário Botion pediu demissão após a operação e informou que ele “não exercia funções estratégicas” na estrutura da pasta. Kassab, que comanda a Secretaria de Governo da gestão Tarcísio de Freitas, ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

A Polícia Federal não detalhou se as suspeitas estão ligadas ao período em que Botion foi prefeito de Limeira, entre 2017 e 2024, ou à sua atuação como diretor regional. Segundo informações da CGU, o esquema utilizava contratos educacionais como fachada para desvio de verbas, com indícios de superfaturamento e tráfico de influência.

Botion também responde a dois processos por improbidade administrativa em São Paulo, ainda sem decisões condenatórias. A reportagem tentou contato com o ex-prefeito, mas não obteve resposta. O caso está sob sigilo, segundo a PF.

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