terça-feira, dezembro 16, 2025
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Lula alerta: “Negacionismo e unilateralismo estão sabotando nosso futuro”

Nesta segunda (7), presidente discursou durante sessão plenária “Meio Ambiente, COP 30 e Saúde Global”, último encontro da Cúpula do Brics, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

O presidente Lula discursou, nesta segunda-feira (7), durante a sessão plenária “Meio Ambiente, COP 30 e Saúde Global”, último encontro da Cúpula do Brics, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O petista condenou firmemente o negacionismo, o unilateralismo e a falta de comprometimento por parte das nações ricas com uma transição ecológica justa e inclusiva.

Lula argumentou que os países em desenvolvimento dispõem de recursos escassos para investir em sustentabilidade, além de serem os mais impactados pelas crises climáticas. “Mesmo sem o passivo histórico dos países desenvolvidos, os membros do Brics não deixaram de fazer sua parte”, reconheceu.

“Hoje, o negacionismo e o unilateralismo estão corroendo avanços do passado e sabotando o nosso futuro. O aquecimento global ocorre em ritmo mais acelerado do que o previsto”, lamentou o presidente, depois de enumerar as principais conferências sobre saúde e meio ambiente das últimas décadas.

 

O petista também falou em “triplicar” as fontes de energia limpa e em “duplicar” a eficiência energética dos países para fazer frente ao aquecimento global. “É inadiável promover a transição justa e planejada para o fim do uso de combustíveis fósseis e para zerar o desmatamento”, defendeu.

Leia mais: Líderes do BRICS defendem multilateralismo e reforma da ONU em declaração

Lula tratou ainda das fontes alternativas para o financiamento climático, entre elas, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, a ser lançado na COP 30, em novembro. A meta é captar R$ 700 bilhões no mercado internacional. O presidente afirmou que esses recursos vão “remunerar os serviços ecossistêmicos prestados ao planeta”.

Leia mais: Brics: Lula pede novo modelo de desenvolvimento que promova paz e inclusão

 

Saúde global

Sobre saúde global, o presidente disse ser necessário “retomar o protagonismo da Organização Mundial da Saúde como fórum legítimo para o enfrentamento às pandemias e na defesa da saúde dos povos”. “O Brics está apostando na ciência e na transferência de tecnologia para colocar a vida em primeiro lugar”, elogiou.

“No Brasil e no mundo, a renda, a escolaridade, o gênero, a raça e o local de nascimento determinam quem adoece e quem morre. Muitas das doenças que matam milhares em nossos países, como o mal de Chagas e a cólera, já teriam sido erradicadas se atingissem o Norte Global”, completou.

Por fim, Lula fez um balanço dos avanços em termos de saúde alcançados pelos países do Brics enquanto bloco. “Estamos liderando pelo exemplo”, exaltou. “Cooperando e agindo com solidariedade em vez da indiferença. E colocando a dignidade humana no centro de nossas decisões”, concluiu o presidente.

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