quinta-feira, outubro 15, 2026
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Por que é fundamental reeleger Lula em um momento de agressão à América do Sul

Em uma ação grave, cujos detalhes ainda suscitam inúmeras interrogações, forças dos Estados Unidos sequestraram, na calada da noite, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sua esposa, Cilia Flores, e um de seus filhos, levando-os para Nova York.

O ato unilateral, de caráter beligerante, ocorreu em meio à mais flagrante ilegalidade. Foram violadas leis, tratados e protocolos, assim como as normas dos organismos internacionais que deveriam assegurar a inviolabilidade da soberania nacional e a proteção aos chefes de Estado.

Ainda não se conhece a exata dimensão das consequências práticas dessa intervenção, realizada no mais arrogante estilo imperialista. É inevitável reconhecer, contudo, que ela revive o pior da chamada Doutrina Monroe, segundo a qual os Estados Unidos outorgam a si próprios, por uma espécie de mandato que se pretende divino, o direito de intervir, a seu bel-prazer, em qualquer país da América Latina e do Caribe.

O pretexto dessa invasão, seguida de rapto, não poderia ser mais falso. Como prova da inexistência de um motivo legítimo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu a mais uma fabricação da máquina de propaganda de guerra sediada em Washington. É de conhecimento geral que Maduro não foi capturado por envolvimento com narcotráfico ou acusações semelhantes, mas porque simbolizava a revolução bolivariana, responsável pela nacionalização das reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, retirando-as do controle estadunidense. Trump, de forma explícita, busca se apropriar desse tesouro subterrâneo.

Sequestro e espoliação. A esse cenário de verdadeiro colapso se resume a ordem internacional sem leis, consagrada pela ação de Trump em Caracas. Evidentemente, este 3 de janeiro inaugura um período instável e ameaçador na fronteira do Brasil, em pleno território sul-americano e caribenho. A região torna-se alvo direto de uma ofensiva que visa desestabilizá-la, lançando-a em um contexto sem parâmetros nem limites.

O Brasil, por suas dimensões, riquezas e interesses estratégicos, encontra-se sob ameaça. O recente zigue-zague nas relações entre Washington e Brasília não inspira tranquilidade. Após o sequestro de Maduro, a reação de Lula e do Itamaraty foi exemplar. De maneira firme, o governo brasileiro repudiou a ação estadunidense e defendeu a paz e o diálogo. O Itamaraty, com rapidez, reconheceu o governo constitucional agora exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que, além de exigir a libertação de Maduro, promete dar continuidade ao ideário da revolução bolivariana.

As interrogações estendem-se, naturalmente, à possibilidade de interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil, a exemplo do que acaba de ocorrer com o país vizinho. Mais do que nunca, a nação necessitará de firmeza e capacidade de diálogo para defender suas eleições e sua soberania. Nesse contexto, ressalta-se ainda mais a importância de Lula, como estadista experiente e como candidato capaz de salvaguardar os interesses nacionais em um momento tão desafiador. O espectro do passado recente ameaça, de novo, assombrar o país. Mais do que nunca, o Brasil necessita de liderança à altura do momento. Este líder é Lula.

Brasil 247

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