Por Vinício Carrilho Martinez
Messi é um gênio. Ponto.
Uma lenda dizia (diz) que Messi é autista.
Buenas, problema nenhum se fosse.
Só ocorre que não é.
Messi tem um olhar estranho e faz caras estranhas, não cumprimenta os outros jogadores etc. etc.
Buenas, Messi faz a cara de um gênio, todos os gênios são estranhos ao senso comum, comportam-se de modo “errático” aos olhos desse senso comum. E ainda bem que é assim. Já pensou se todo mundo fosse chapado na mesmice? A pedra ainda seria lascada.
Messi é só gênio mesmo. E não trocou a camiseta com outro jogador, prometida em campo, para preservar o seu rival. Teve esmero até nisso.
Muito bem, voltando ao gênio do Messi, além da absurda “inteligência futebolística” (aí precisa de um pouco mais de profundidade conceitual), tenhamos em conta que Messi é um Borges da bola.
Prefiro Garcia Márquez ao Borges, talvez pelo impacto que tive na fase meio adulta; mas, só essa comparação tiraria o ar de muita gente.
Na verdade, acho que não se comparam.
Messi é um Picasso pintando quadros de gols, assim como Pelé desenhou o arco do Heliocentrismo da Bola. Depois disso, todo mundo conheceu a circunferência da pelota.
Mas, isso é passado. Pelé foi o gênio dos gênios, e é insuperável, mas é passado.
O presente é do Messi – e se você curte ver um gênio vivo, assista aos últimos momentos do Messi em campo.
No rebote, pense no quanto a nossa educação e cultura precisam aprender com Los Hermanos e com La Pulga.
Aliás, até para apreciar o que é bom demais – coragem, força, garra do outro –, é preciso abaixar a sua bola.
O Messi abaixa a bola para ter performance. Messi, como gênio, não é performático.
Eu assistirei até o último minuto.
Sabe Deus quando irá aparecer outro gênio.
Enfim, terei o luxo de dizer que vi e curti um gênio em vida.
O resto é, bem, o resto é a nossa inveja.




