domingo, abril 5, 2026
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O Pato Donald – no Planeta dos macacos

Vinício Carrilho Martinez

@viniciocarrilhomartinez

Desde ontem que penso no Planeta dos Macacos.

Quem assistiu vai se lembrar que nossos primos símios, do outro Planeta, brigavam entre si pelo controle das “narrativas”, pelo controle do poder. Os cientistas, inteligentes e sensatos, de um lado, e os militares, brucutus, do outro lado.

Não me arrisco a dizer que os cientistas terráqueos são sensatos, sinceros ou sequer inteligentes, como eram (ou são) no Planeta dos Macacos. Pelo nível apresentado em pronunciamento público de muitos, quiçá da maioria, ou por seus feitos, alguns bizarros, ficarei com o pé atrás. Aliás, para mim, PCD, ficar com o pé atrás é um pouco da rotina.

Nossos políticos e governantes, e seus assopradores de conselhos (um tipo de Papagaio de Pirata), certamente não são inteligentes e muito menos têm noção do que fazem. Os Grilos Falantes no Brasil têm ideias muito nocivas.

Tenho pensado de maneira forte sobre isso – quase sentindo, porque acordei com esse sentimento – desde os últimos pronunciamentos de Trump e das replicações nos demais poderes nos EUA. Quando vejo os comentários penso que a Terra foi invadida por reptilianos.

E aí, quando associo o Planeta dos Macacos com a nossa Terra, já vejo – em sonhos com pesadelos – que o Pato Donald está imitando Nero: o tocador de fogo. É claro que o Pato Donald é empregado do Tio Patinhas que mora em Israel, mas quem põe fogo na conexão, na lógica, na sinapse, é esse pato esquisito.

O Pato Donald pós-moderno, só faltam as luzes no cabelo, é uma personagem que faria Tarzan ter medo do inofensivo Mico Leão Dourado. Por falar nesse macaquinho, lembrei de novo do Brasil.

Entre nós, lá no passado de Machado de Assis e de Monteiro Lobato, as Saúvas – que formigas terríveis e ardilosas! – eram as inimigas da Ordem e Progresso. Hoje, as Saúvas estão mais na base da forragem. Tem alguns animais nativos que alimentam essas Saúvas vorazes.

Os animais que alimentam essas formigas, no Brasil de 2026, são também esquisitos: são meio gado, meio chifre – como se dizia no interior de antigamente –, meia sombra, meia pata de um boi de verdade.

Esse gado mirrado sonha com poses taurinas, mas, repelidos pelas cortes dominantes, esses pobres bois – meio chifre – acabam imitando ou tentando imitar (quase sem sucesso) os movimentos do Minotauro.

O que esse gado meio chifre não sabe é que o Minotauro é um touro de verdade, sem meia bomba, colocado num bom pedaço de carne humana. Por isso, sem saber como fazer qualquer conexão, o gado humanoide brasileiro se resume a seguir o Pato Donald, o Malvado.

O mundo atual não tem nem graça.

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