sexta-feira, junho 5, 2026
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Infanticídio: Trump e Netanyahu assassinaram 148 na escola de meninas no Irã

Ataque a colégio feminino em Minab eleva número de mortos para 148 e aprofunda crise após ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel

Subiu para 148 o número de mortos no ataque que atingiu a escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã, segundo informações divulgadas por veículos estatais iranianos e publicadas pela Al Jazeera. O bombardeio ocorreu no contexto de uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel iniciada na manhã de sábado.

De acordo com a Mizan News Agency, agência oficial do Poder Judiciário do Irã, a escola foi diretamente atingida durante a operação militar. A nova atualização eleva para 148 o total de mortos, além de dezenas de feridos, após a consolidação dos números pelas autoridades iranianas.

A agência estatal IRNA informou que equipes de resgate continuam trabalhando na remoção dos escombros e no atendimento às vítimas. Anteriormente, havia sido reportado que ao menos 63 pessoas ficaram feridas. O ataque integra uma série de ações militares atribuídas por Teerã à aliança entre Washington e Tel Aviv, que vêm provocando uma escalada de violência regional.

Governo iraniano denuncia morte de “crianças inocentes”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou uma imagem do local atingido e afirmou que o ataque destruiu a escola e matou “crianças inocentes”.

“Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”, escreveu Araghchi em publicação na rede X.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, classificou o bombardeio como um “crime flagrante” e pediu uma ação imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Além do ataque em Minab, a agência Mehr informou que pelo menos dois estudantes morreram em outro bombardeio israelense que atingiu uma escola a leste da capital, Teerã.

Questionamentos sobre alvos militares

Reportando de Teerã, o jornalista Mohammed Vall, da Al Jazeera, afirmou que os ataques colocam em xeque as declarações de Estados Unidos e Israel de que estariam atingindo apenas alvos militares.

“Eles dizem que estão mirando apenas alvos militares e tentando punir o regime, não o povo do Irã.”

Segundo Vall, o presidente Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — havia prometido ao povo iraniano que ajuda estaria a caminho, mas os acontecimentos recentes indicam a existência de vítimas civis.

“O presidente Trump prometeu ao povo iraniano que ajuda ou apoio estavam a caminho, mas agora estamos vendo vítimas civis; isso é algo que o governo iraniano irá destacar como um caso de violação do direito internacional e uma agressão contra o povo iraniano”, afirmou.

Até o momento, não houve reação oficial imediata por parte dos Estados Unidos ou de Israel às acusações envolvendo os ataques às escolas.

Histórico recente de confrontos

A atual escalada ocorre após confrontos anteriores entre Estados Unidos e Irã, incluindo os ataques de junho de 2025, que desencadearam uma guerra de 12 dias. Naquele episódio, segundo o Ministério da Saúde e Educação Médica do Irã, milhares de civis foram mortos ou feridos, além de danos significativos à infraestrutura pública.

O ataque à escola em Minab amplia a tensão no Oriente Médio e reforça as denúncias iranianas de que civis, incluindo crianças, estão entre as principais vítimas da ofensiva militar em curso.

Do Brasil 247

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