sexta-feira, abril 17, 2026
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Escalada no Irã: Pepe Escobar afirma que não haverá mudança de regime e diz que “agora vem a vingança”

Analista classifica assassinato como ataque de “decapitação”, aponta reação imediata das instituições iranianas e fala em resposta com “força máxima”

O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que o assassinato do líder supremo do Irã representa um “ataque de decapitação”, mas não provocará mudança de regime nem consolidará qualquer domínio estratégico imperial. Em publicação intitulada Do martírio à vingança, ele sustenta que o mecanismo de sucessão já está em funcionamento, que a estrutura de comando permanece intacta e que a resposta iraniana será marcada por “força máxima”. A análise foi divulgada nas redes sociais do jornalista, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio.

“Ataque de decapitação” e reação institucional imediata

Escobar inicia sua postagem com a expressão:

“Ataque de decapitação.”

A formulação indica que o assassinato teria sido planejado para eliminar a liderança máxima e desorganizar o comando político-religioso do país. No entanto, segundo ele, a reação institucional foi quase instantânea.

“O Conselho de Especialistas foi convocado em minutos.”

O órgão responsável por supervisionar e nomear o líder supremo teria se reunido rapidamente, sinalizando que o sistema político iraniano permaneceu operacional apesar do impacto do ataque.

Escobar também destacou o posicionamento do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que, segundo ele, prometeu:

“força máxima” em resposta.

Sucessão garantida e comando preservado

Um dos pontos centrais da análise é a rejeição de qualquer hipótese de colapso interno. Escobar foi enfático ao afirmar:

“Mecanismo de sucessão: em vigor.”
“Estrutura de comando: em vigor.”

Para ele, a cadeia de comando do Estado iraniano permanece intacta, frustrando expectativas externas de desestabilização.

O analista também descartou de forma categórica a possibilidade de mudança de regime:

“Sem mudança de regime.”

E acrescentou:

“Domínio estratégico imperial: zero.”

A avaliação sugere que, sob sua ótica, o ataque não produzirá vantagem estratégica duradoura para potências adversárias do Irã.

“O Sul Global está observando”

Escobar ampliou o foco da análise para além do Oriente Médio, destacando o impacto geopolítico mais amplo do episódio.

“O Sul Global está observando.”

A afirmação indica que países da Ásia, África e América Latina acompanham atentamente os desdobramentos, avaliando as implicações para o equilíbrio de poder internacional.

Ele encerra a postagem com uma frase que sintetiza o clima de tensão e expectativa:

“Agora vem a vingança.”

A declaração reforça a percepção de que a resposta iraniana poderá marcar uma nova fase de confronto regional, com repercussões globais.

Do Brasil 247

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