Não é sempre que a revista Veja coloca Lula na capa positivamente. Geralmente é batendo ou em situação nada favorável. A oito meses e cinco dias das eleições, é quase que impossível Lula não ser reeleito. Todas as pesquisas indicam que ele vencerá no segundo turno.
Só vai restar um: congestionamento de candidatos aumenta divisões na direita
Movimento do PSD, de Gilberto Kassab, com o lançamento de três presidenciáveis, esquenta a briga em torno de quem será capaz de enfrentar Lula

Na terça-feira 27, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o primeiro nome da direita a lançar candidatura a presidente da República, em abril de 2025, fez um movimento que inaugurou um novo capítulo na corrida ao Planalto. Em um gesto que surpreendeu o mundo político, anunciou que estava trocando o União Brasil pelo PSD, onde já há mais dois potenciais presidenciáveis — os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Segundo o cacique da legenda, Gilberto Kassab, o que tiver melhor condições de se viabilizar nos próximos meses será bancado pelo partido.
A mobilização mostra a tentativa de consolidar uma candidatura forte, que abarque do centro à direita, sem a influência do clã Bolsonaro — que lançou Flávio Bolsonaro (PL) — e resistente a qualquer tentativa de cooptação do lado governista. Diante do leque de opções, no entanto, há uma disputa, que já se inicia, para provar quem tem as melhores condições para avançar de fase e enfrentar Lula, com chances reais de vitória, no embate final em outubro.




