sexta-feira, abril 17, 2026
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“O Brasil do futuro será melhor que o Brasil do presente”, diz Lula

O presidente anunciou a destinação de R$ 108 milhões para apoiar até 500 cursinhos populares em todo o país

Em um encontro marcado por discursos de incentivo e promessas de investimento em educação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (18) de um evento em São Bernardo do Campo (SP), no Ginásio Adib Moysés Dib, diante de milhares de estudantes da Rede de Cursinhos Populares (CPOP). O ato celebrou a assinatura do termo de compromisso para o edital que prevê a expansão da rede em 2026.

Lula anunciou a destinação de R$ 108 milhões para apoiar até 500 cursinhos populares em todo o país, reforçando o compromisso de ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior para jovens em situação de vulnerabilidade social.

Lula: “O Brasil do futuro será melhor do que o Brasil do presente”

Diante da plateia formada por estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente fez um apelo direto à juventude. “O Brasil do futuro será melhor do que o Brasil do presente. Ninguém na idade de vocês tem o direito de desistir. Por mais que se tenha dificuldade em casa, por mais que se tenha dificuldade financeira, por mais que às vezes as coisas não andem bem, não há possibilidade de vocês, na idade de vocês, desistirem”, afirmou Lula.

Em outro momento, o presidente reforçou a importância da determinação: “O que faz a vida valer a pena de verdade é a gente ter um objetivo. É a gente ter uma causa e a gente perseguir. Não desistam nunca. O destino somos nós quem traçamos. Sejam o que vocês quiserem. E nós estaremos aqui para dar sustentação a vocês.”

Estrutura do programa

Instituída pelo Decreto nº 12.410/2025, a Rede Nacional de Cursinhos Populares tem como objetivo fortalecer cursinhos pré-vestibulares comunitários e oferecer suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública. Além de orientações específicas para o Enem, o programa busca ampliar a participação de jovens negros, indígenas e de famílias de baixa renda no ensino superior.

O edital a ser lançado em dezembro prevê até 500 cursinhos financiados em 2026, ampliando a rede que atualmente já apoia 384 unidades em diferentes regiões do país. No primeiro ciclo, o programa beneficiou mais de 12 mil estudantes, com recursos de R$ 74 milhões.

Apoio ministerial

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a iniciativa marca uma virada de página. “Essa rede de cursinhos populares já existiu, mas não tinha o apoio do poder público. Foi o presidente Lula que, através de um decreto, criou a Rede de Cursinhos Populares em todo o país. Hoje, 384 cursinhos populares estão sendo apoiados pelo MEC. E vamos chegar a 500 cursinhos CPOP em todo o Brasil. A educação é o único caminho transformador para a sociedade brasileira”, afirmou.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recordou conquistas de sua gestão no MEC entre 2005 e 2012, ressaltando o impacto do Programa Universidade para Todos (Prouni) e da lei de cotas. “Na comparação com o que esse país era 20 anos atrás, vocês tiveram muitas conquistas. Em 2004, nasceu o Prouni, que permitiu acesso às pessoas que não entravam na universidade pública. Já são 4 milhões de brasileiros diplomados pelo programa”, disse Haddad.Ele também relembrou a expansão universitária conduzida no primeiro governo Lula.

“Em 2005, o presidente Lula decidiu fazer a maior expansão da história da universidade pública, com 126 novos campi. Além disso, reservamos 50% das vagas para alunos de escola pública, distribuídas entre brancos e negros de acordo com a proporção de cada estado. O negro ia entrar sim numa universidade pública”, frisou.

Educação como motor de desenvolvimento

No discurso, Lula ressaltou que a educação é condição essencial para o crescimento econômico e social do Brasil. “Este país nunca levou a sério a educação para o povo pobre. Não existe nenhum país do mundo que se desenvolveu sem antes investir na educação. Nós não queremos ser apenas exportador de soja, milho ou minério de ferro. A gente quer exportar conhecimento, inteligência, valor agregado, produzido pela nossa capacidade”, afirmou o presidente.

Brasil 247

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