quarta-feira, abril 22, 2026
spot_img
spot_img

Promessa de Lula, churrasco segue mais barato em 2024

Nos seis primeiros meses do ano, preço das carnes subiu apenas em janeiro e acumulou queda de 2,98% no período; em 12 meses, recuo é ainda maior, de 6,5%

Como prometido pelo presidente Lula desde a campanha eleitoral, o churrasco passou a pesar menos no bolso dos brasileiros, um movimento que persistiu no primeiro semestre deste ano. É o que confirmam os resultados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE na quarta-feira (10): nos seis primeiros meses do ano, o preço das carnes subiu apenas em janeiro (0,08%) e acumulou queda de 2,98% no período. Nos últimos 12 meses, o recuo é ainda maior, de 6,5%.

O assunto é destaque em matéria publicada pelo Uol, que mostra que a redução dos preços foi verificada em todos os 16 cortes pesquisados.

Entre os tipos de carnes analisados mensalmente, as maiores baixas do primeiro semestre foram apuradas nos preços do fígado (-8,2%) e do lagarto redondo (-5,2%). Já a costela apresenta queda de 11,9% e fica atrás apenas do fígado (-21,7%).

As carnes estão mais baratas em todas as capitais que compõem o índice. Entre janeiro e junho, os destaques ficam por conta do Rio de Janeiro (-5,1%), de Salvador (-4,55%) e Belém (-4,28%). Por outro lado, as menores quedas foram verificadas em Recife (-0,78%), Distrito Federal (-1,02%) e Fortaleza (-1%).

Em 2023, queda foi de 9,4%

E não é só apenas em 2024 que o ambiente é favorável para os amantes do churrasco. Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o preço das carnes caiu 9,4%, também com todos os cortes mais baratos em relação ao fim de 2022.

Mais oferta, menor preço

O IBGE destaca também o reflexo da maior oferta na redução dos preços. “O que explica a redução nos preços das carnes em 2023 e no primeiro semestre é um aumento significativo da oferta no mercado doméstico”, afirma ao Uol André Almeida, gerente do IPCA.

Matheus Dias, economista do FGV Ibre, reforça essa análise. “O aumento da oferta é a principal consequência da redução de preço das carnes. Se tem mais bovinos disponíveis para corte e para o consumo de carne, isso faz com que o preço caia”, diz.

No rumo certo

Os dados demonstrados pelo IBGE confirmam o acerto das políticas do governo Lula de estímulo à produção, como a ampliação do acesso ao crédito para os produtores.

Ao mesmo tempo, a redução do preço das carnes é acompanhada por iniciativas que estimulam o consumo, por meio da geração de empregos, do fortalecimento dos salários, da transferência de renda, entre outras.

Da Redação, com informações do Uol

Compartilhe

Related Articles

- Advertisement -spot_img

Colunas

A minha genética é pública

Por Vinício Carrilho Martinez Meus avós mal sabiam assinar o nome. Vindos da Espanha, fugindo do fascismo mortal, apenas um estudou mais e tinha o...

A educação no estado de São Paulo 

  Beatriz Vitória Vieira de Lima – Monitora da disciplina Ester Dias da Silva Batista – Monitora voluntária da disciplina Izabela Victória Pereira – Orientanda de...

‘Digna e solidária’: Cuba agradece Brasil, Espanha e México por exigirem fim do bloqueio dos EUA

O governo de Cuba saudou a declaração conjunta emitida pelos governos do Brasil, Espanha e México no sábado (18), na qual exigiram o fim do...

Quem é Agustin Fernandez, aliado de Michelle que detonou Flávio e expôs o ódio no clã Bolsonaro

Agustin Fernandez é um maquiador e empresário uruguaio que chegou ao Brasil em 2011, por meio de Florianópolis, e construiu uma carreira como influenciador...

Carne de burro ganha espaço na Argentina e senadora de Milei diz que é “plato fino”

A carne de burro passou a ganhar espaço na Argentina em meio à alta do preço da carne bovina e ao fracasso das políticas...