sexta-feira, abril 17, 2026
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O teatro da diplomacia estadunidense atiça a matança de civis iranianos a serviço do sionismo

Os crimes ocorrem em aberta violação à soberania nacional do Irã, da Carta das Nações Unidas, das leis e da ordem internacional atirada ao lixo

O império da morte está de volta. Lança uma nova guerra ilegal, não autorizada, assassina de inocentes, arrogante e intervencionista nos assuntos internos de outro país. O ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ocorrido na manhã deste sábado, foi precipitado não apenas sem qualquer provocação do lado iraniano, como, além disso, em meio a negociações diplomáticas que vinham ocorrendo entre representantes de Washington e Teerã.

É evidente que a diplomacia foi usada pelos Estados Unidos apenas como disfarce para a preparação traiçoeira deste ataque, tramado nas sombras em coordenação com o regime sionista de Israel. Entre outras vítimas, o bombardeio desferido sem aviso prévio, na manhã deste sábado, sobre áreas habitadas matou civis indiscriminadamente, entre eles mais de uma centena de meninas reunidas em aula numa escola feminina em Minab. Alvos civis, sob silêncio do mundo civilizado, estão na mira dos mísseis de precisão com o objetivo de disseminar o caos pelo medo e a dor.

Os crimes ocorrem em aberta violação à soberania nacional do Irã, da Carta das Nações Unidas, das leis e da ordem internacional atirada ao lixo. Pelas mesmas leis ignoradas, o Irã tem pleno direito a responder em autodefesa, não apenas contra alvos estadunidenses ou israelenses, mas contra todas as bases dos EUA na região, bem como contra os regimes ditatoriais do Golfo Pérsico que as hospedam.

A diplomacia estadunidense, na verdade, serviu como um biombo, uma farsa encenada apenas para ganhar tempo até que suas forças de extermínio estivessem posicionadas para iniciar o ataque, desfechado sem declaração oficial de guerra. De fato, a ofensiva pode ter começado não porque as negociações tenham fracassado, mas justamente porque os entendimentos vinham avançando e o diálogo adentrava um cenário promissor para a paz.

A traição estadunidense ocorre não contra um país, mas contra toda a lei internacional e o sistema criado pela Carta das Nações Unidas, cuja fundação proíbe agressões entre nações e se apoia na defesa de negociações pacíficas para conflitos entre países. Todas as nações são alvo do arbítrio de uma coalizão de entidades nacionais párias, agindo à margem de qualquer argumento racional ou controle legal.

Para coroar o desfile de mentiras do governo dos Estados Unidos, cai por terra definitivamente o slogan de que Donald Trump encerraria a sucessão de conflitos sem fim em que o regime de Washington se envolve ao longo de sua história, inclusive os que são realizados, como este, a serviço de Israel e do lobby sionista.

A questão é agora qual é o objetivo real desta agressão e o que Trump usará para cantar vitória e se retirar. Matar o líder supremo Ali Khamenei será suficiente, mesmo que nada mude em essência? Será que o mundo testemunhará mais uma conveniente guerra desencadeada por Washington sob um padrão de conflitos que podem durar apenas dias, mas, na verdade, não têm fim?

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