O objetivo dos conselheiros é esmiuçar os motivos que levaram à saída de Sabrina Góis da presidência e as justificativas para o novo aproveitamento no cargo de confiança
Após ser afastada do comando temporário do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Sabrina Góis agora é o nome mais forte para retomar a Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG). Ela já acumulava essa função técnica enquanto chefiava a entidade.
A sugestão para que ela regressasse ao posto de diretora conta com o suporte do MME, mas o veredito final cabe ao Conselho de Administração da estatal. Na última sexta-feira (9), o colegiado optou por suspender a decisão após um pedido de vistas. O objetivo dos conselheiros é esmiuçar os motivos que levaram à sua saída da presidência e as justificativas para o novo aproveitamento no cargo de confiança.
A saída de Sabrina da chefia interina, ocorrida em 12 de novembro, foi precipitada pela circulação de prints de coversas pessoais. Nessas postagens, a gestora celebrava a prisão de Lula e posava em registros fotográficos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Outro ponto que ganha destaque em Brasília são suas conexões políticas: Ela é parceira de Carlos Henrique Sobral, atual secretário de Infraestrutura no Ministério do Turismo. Sobral é conhecido por sua proximidade com figuras como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.
Questionada sobre os novos desdobramentos, Sabrina optou pelo silêncio, enviando um recado via assessores de que não se manifestaria.
No momento, o SGB está sob a tutela de Vilmar Simões. Ele é ligado a Inácio Cavalcanti Melo, ex-presidente do órgão e antigo cônjuge da senadora Eliziane Gama. Inácio deixou o cargo após virarem alvo de denúncias que apontavam o uso indevido de verbas da estatal para arcar com luxos particulares de seus dependentes, incluindo estadias em hotéis e gastos gastronômicos.
Felipeh Campos.com




