Com tantas situações estranhas, conversas tortas, gente perdida, essa música do nordeste conta um pouco das lembranças reais, da vida que faz sentido.
Em tempos de enorme poluição das águas, dos ares, das mentes (poluídas por informações ruins, sem conteúdo e nem remetente), é importante parar e ouvir a si.
Ouvir as lembranças, os sentimentos, as imagens, os sons…antes que fujam.
Dar ouvidos a si é retomar uma conversa genuína, sem máscaras sociais, sem pudores de ocasião.
É uma conversa real, sem segredos, sem jogos, sem escapismos, sem enganos.
É uma conversa legítima, sem regras impostas, sem direitos ofendidos.
É uma conversa a dois, adulta, equiparada e amparada por todas as razões que saltam do coração.
É uma conversa de conversão, como nesta música, que irá te levar às nuvens mais altas da sua experiência e consciência.
Nem sempre são claras, nem sempre se alcança, mas sempre estão ali. Essas são nossas nuvens, diante do sol ou escondidas.
Essa música me faz pensar que Liberdade, Autonomia e Emancipação nascem gêmeas, mas, nessa ordem de surgimento, trazem experiências, tempo de história, consciências e responsabilidades graduais, diferentes, à medida em que surgem e se transformam.
Pois assim são as nuvens, altas e baixas, desenhando o humor, o clima, a água que carrega a vida ou as lágrimas que se salgam com as partidas.
Vinício Carrilho Martinez