terça-feira, março 3, 2026
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China manifesta apoio ao Brasil contra “interferência externa injustificada” dos EUA e defende ampliação de parceria estratégica

Em ligação com Celso Amorim, chanceler chinês Wang Yi criticou medidas unilaterais dos EUA e sugeriu ações conjuntas pela paz na Ucrânia

O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou ao assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, que a China está disposta a aprofundar os laços de cooperação com o Brasil e intensificar a coordenação bilateral. No diálogo, mantido por uma conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores da China reforçou a posição de Pequim contra qualquer interferência externa nos assuntos internos do Brasil.

“A China apoia firmemente o Brasil na defesa da soberania e dignidade nacionais, se manifesta contra a interferência externa injustificada nos seus assuntos internos e o apoia firmemente na defesa de seus interesses nacionais, direito ao desenvolvimento e na resistência ao abuso discriminatório por meio de tarifas”, declarou Wang Yi, segundo a Sputnik.

Além de reiterar o apoio à autonomia brasileira, o diplomata chinês enfatizou o interesse de seu país em ampliar a cooperação com o Brasil, especialmente diante dos desafios comerciais provocados por ações dos Estados Unidos.

Amorim, por sua vez, destacou o desejo do governo brasileiro de intensificar a parceria em áreas como comércio, finanças e política externa. O assessor do presidente Lula também reafirmou o compromisso do Brasil em fortalecer o BRICS e fomentar a união entre os países do Sul Global.

De acordo com Wang Yi, os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Xi Jinping têm atuado juntos na construção de uma “comunidade com futuro compartilhado”, pautada na multipolaridade, no respeito ao direito internacional e na defesa da justiça global. Ele sublinhou ainda que China e Brasil, por serem as maiores economias em desenvolvimento de seus respectivos hemisférios, mantêm uma “relação de apoio mútuo”, com forte coordenação e sintonia nos interesses do Sul Global.

Ainda segundo a reportagem, outro tema abordado no telefonema foi a crise na Ucrânia. A parte chinesa propôs que os dois países intensifiquem o diálogo e somem esforços na construção de um consenso entre as nações do Sul em favor de um cessar-fogo e da retomada das negociações de paz. Wang sugeriu que essa articulação seja conduzida no âmbito do “Grupo de Amigos pela Paz”, com o objetivo de buscar uma solução política duradoura para o conflito.

Do Brasil 247

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