sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Menino exposto por Marçal por não “conseguir escrever” apanhou na escola: “um inferno”

O caso, que teve grande repercussão, é mais um dos vários fatos chocantes envolvendo o candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB). Um menino de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi usado pelo ex-coach em sua campanha como exemplo da má qualidade de ensino, por não “conseguir escrever”.

A exposição a que Marçal submeteu o garoto acabou transformando-o em chacota na escola e em seu bairro, sendo chamado de burro e analfabeto. Por conta disto, nesta terça-feira (8), o garoto foi agredido na escola. Rosana, a mãe do menino, que é motorista de aplicativo, afirmou em entrevista ao Metrópoles que não tem conseguido trabalhar com medo que seu filho seja morto na escola. “Minha vida está um inferno”, disse ela.

Segundo a mãe, as agressões sobraram até mesmo para seu outro filho, por “não ter ensinado o irmão a ler”. Segundo ela, o filho mais velho já venceu Olímpiadas de Matemática, ensina xadrez e vai muito bem na escola:

“Ele teve que sair da aula para trazer o irmão depois do soco”, disse se referindo à agressão física. A mãe diz ainda que, desde a divulgação do vídeo, no dia 26 de setembro, ela só mandou o filho para a escola duas vezes, por causa da vergonha. Na primeira, tudo correu bem. Mas, nesta terça, ocorreu a agressão.

Relembre o caso

O pesadelo na família de Rosana começou no último dia 25 de setembro, quando Pablo Marçal esteve em seu bairro, o Morro Doce, na periferia de Perus. Na ocasião, o ex-coach pediu para que os meninos escrevessem o nome do local em seu gesso. Ao perceber que o menino não conseguia, ele soletrou a palavra. Além da cena ter ido parar nas redes sociais do então candidato, ela ainda foi mencionada durante entrevista na Band para ilustrar “o péssimo ensino no Brasil”.

TDAH

Segundo Vlademir da Mata Bezerra, advogado da família de Rosana, seu filho é diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e está fazendo tratamento psicológico.

O garoto aguarda ainda por avaliação de um neurologista que pode confirmar o diagnóstico de autismo.

Revista Fórum

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