Além de se entender minimamente o que é República, é obrigatório agir como tal.
Um político profissional não pode ter um patrimônio pessoal maior do que foi declarado no Imposto de Renda.
Um estudante não pode ser aprovado/a na pós-graduação e não se matricular. Sem juízo de valor ou subjetividades, há aqui pelo menos dois problemas:
– O programa é prejudicado porque a CAPES avalia, também, comparando o número de vagas abertas e o número de concluintes. Se não faz a matrícula, não se pode chamar outra pessoa para a vaga que esse indivíduo deixou ociosa. O edital não permite uma lista de cadastro reserva ou segunda chamada.
– Ao obter a aprovação, sem efetuar a matrícula e executar sua obrigação de estudante, o indivíduo aprovado (mas, na omissão da inércia) tira completamente a chance de outra pessoa.
– Portanto, provoca dois prejuízos sensíveis: um institucional, outro, além de si mesmo, é individual – mas, afetando terceiros.
O que nos remete ao sentido de responsabilidade (e não só resultados), de autocrítica, autogoverno (para além da autonomia).
Por mais que se julgue ou queira transparecer um certo nível de consciência, alegando que jamais agirá como o político profissional cínico, esse estudante (tanto quanto o político) não participa honestamente (“honeste vivere”) do processo necessário à Educação emanvipadora.
Por essas e por outras, é certo que não se muda nenhum sistema, sem modificar o indivíduo: não existe geração espontânea. Como se sabe o “Homem novo” pode ser o Homem velho, com roupas novas.
Ambos, estudante na inércia e político profissional cínico, tem em comum a ausência do conhecimento específico e geral (moral) do que é a coisa pública.
Também é certo, portanto, que a responsabilidade mora ao lado – em cima, embaixo, dentro e fora.
@viniciocarrilhomartinez




