domingo, março 8, 2026
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Envolvido no caso Banco Master, Alcolumbre resiste a pressão por impeachment de Toffoli e cita risco institucional

Presidente do Senado afirma a aliados que chance de avançar pedido é “zero” e avalia que processo abriria precedente perigoso contra ministros do STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem sinalizado a interlocutores que não pretende levar adiante os pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, mesmo diante do aumento da pressão da oposição no Congresso Nacional.

Segundo relato de aliados, Alcolumbre considera que a abertura de um processo desse tipo poderia gerar um precedente institucional arriscado e estimular novas iniciativas semelhantes contra integrantes da Corte. Nos bastidores do Legislativo, a avaliação predominante é que “não dá para descambar”, diante do impacto político e jurídico que uma decisão desse porte poderia provocar.

As informações foram publicadas pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, que detalha o ambiente de resistência dentro do Senado em relação ao tema.Atualmente, Toffoli é alvo de dez pedidos de impeachment protocolados na Casa. O mais recente foi apresentado na semana passada pela bancada do partido Novo. Entre os requerimentos existentes, quatro tratam do caso Banco Master e foram apresentados ao longo de 2026, reforçando a mobilização de setores oposicionistas para tentar avançar com a medida.

Apesar disso, senadores ouvidos nos corredores do Congresso avaliam que o cenário tende a esfriar. Um dos fatores apontados é a retirada de Toffoli da relatoria da investigação envolvendo o Banco Master, o que, na leitura de parlamentares, pode reduzir o desgaste político e enfraquecer o discurso da oposição pela saída do ministro do STF.

Mesmo com menções ao nome de Toffoli encontradas no celular de Daniel Vorcaro, congressistas afirmam que a mudança no comando do caso deve diminuir as críticas e enfraquecer o apelo por uma punição extrema ao magistrado.

Um senador próximo a Alcolumbre avalia que a pressão contra Toffoli deve perder força com o passar do tempo, desde que não surjam novos fatos capazes de reacender o debate. A leitura é de que o ambiente político pode caminhar para uma acomodação gradual do caso.

Nos bastidores, até mesmo integrantes da oposição reconhecem que há um movimento de autoproteção entre os Poderes, embora considerem que isso ocorre dentro de certos limites institucionais. Ainda assim, o entendimento dominante é que Alcolumbre não pretende abrir espaço para que o Senado assuma um protagonismo explosivo em relação ao Supremo.

Com isso, a expectativa entre aliados do presidente da Casa é que os pedidos permaneçam parados, sem qualquer avanço formal, apesar da ofensiva crescente de setores oposicionistas.

Do Brasil 247

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