Esse texto foi construído em “diálogo” no WhatsApp.
Alguém já leu Neuromancer?
Tem gente nervosa no WhatsApp, divulgando videozinho de Instagram associando o romance ao sequestro de Maduro. Deveria ter ficado quieto, mas não me contenho muito diante das ‘apropriações’, reduções, deslocamentos sem pé, nem cabeça. Maduro foi traído! Ponto.
Respondi isso aqui:
Eu li faz tempo.
É a inspiração de Matrix.
É psicodélico, chapado de ácido, estava tentando ser Baudellard – este com álcool e haxixe.
O melhor exemplo não creio que seja esse.
Penso em Ninguém escreve ao coronel, Garcia Márquez.
O pensamento bolsomítico matou a epistemologia, não há surpresas nisso.
Todo mundo lembra das “análises políticas e jurídicas” dessa trupe – notoriamente jurídicas, como no exemplo do Poder Moderador.
No entanto, vejo paralelismos, apropriações, corrupções conceituais do lado de cá da força também.
O que me reforça a consciência sobre a importância (seminal) da Educação pública de qualidade.
Não basta incluir, e isso é fundamental, se não incluirmos a qualidade (essa mesma que é destinada às “elites”).
Neuromancer com Maduro exige muita Neuromusculação para o meu gosto.
Eu não estou preparado para isso.
Tem uma academia que sou obrigado a ir, por força do contrato de trabalho: na outra não passo nem na porta.
Se valem distopias para este século XXI (se é que valem) indicaria três – além das básicas, como 1984, Amigável mundo novo:
Nós – Zamiatin
O capote – Gogol
Ralé – Gorki
(A fazenda, de Chico Buarque também; Kafka; O alienista, de Machado de Assis é obrigação)
Vinício Carrilho Martinez
@viniciocarrilhomartinez




