sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Deputado e delegado da PF são suspeitos de favorecer facção no Rio

A Polícia Federal uniu-se à Polícia Civil e aos Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Rio de Janeiro (MPRJ), quarta-feira, para prender suspeitos de atuarem como braço político da facção Comando Vermelho. Entre os alvos da Operação Zargun estão o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o “TH Joias” (MDB), um delegado da PF, policiais militares e um ex-secretário municipal e estadual.

O objetivo do cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão é desarticular uma organização criminosa ligada à cúpula de uma das maiores facções do Brasil, especializada no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de capitais.

Além do deputado TH Joias, a operação prendeu um dos acusados de chefiar o Comando Vermelho, Gabriel Dias de Oliveira, o “Índio do Lixão”, e assessor parlamentar do deputado preso, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, até o momento da publicação desta matéria.

Conhecido como joalheiros de famosos no Rio de Janeiro, o deputado TH Joias já produziu peças para artistas como o MC Poze do Rodo, que também já foi preso por suspeita de ter ligação com a facção Comando Vermelho.

Índio do Lixão é suspeito de chefiar o Comando Vermelho e de ter o deputado TH Joias no braço político da facção (Foto: Reprodução)

A investigação

A operação no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ) foi autorizada pela Justiça Federal e Estadual. E obteve no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) o sequestro de R$ 40 milhões em bens e valores dos investigados.

Também há determinação judicial para afastar agentes públicos, suspender atividades de empresas envolvidas na lavagem de dinheiro e transferência emergencial para líderes da facção para presídios federais de segurança máxima.

“As investigações identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretário municipal e estadual e um deputado estadual empossado em 2024. A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais”, detalhou a PF.

A Polícia Federal ainda informou que a operação integra esforços da Operação Redentor 2, voltada à implementação das diretrizes do STF no âmbito da ADPF 635, que visa ampliar o combate à criminalidade violenta no estado do Rio de Janeiro, com mais recursos humanos e materiais.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, segundo a PF.

Diario do Poder

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