sábado, janeiro 17, 2026
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Prefeito de Guajara-Mirim entrou mudo e saiu calado de evento com Lula em Porto Velho

A reportagem de A Democracia fez uma busca nos principais sites de notícias de Rondônia, além do Google e grupos de redes sociais, e não encontrou nenhuma referência do prefeito de Guajara-Mirim, Fabio Netinho (PP) acerca da presença dele no evento sobre a autorização para a construção da ponte binacional entre o Brasil e a Bolívia, realizado em Porto Velho, Rondônia, na última sexta-feira, 8.

O evento que contou com as presenças de dois presidentes, Lula (Brasil) e Luis Arce (Bolívia), foi destaque na mídia nacional e estrangeira, dada à importância da obra orçada em 400 milhões de reais. Porém, o prefeito bolsonarista de Guajara-Mirim fez questão de entrar mudo e sair calado, demonstrando total desprezo pelas ações do governo federal.

Da mesma região, o prefeito de Nova Mamoré, Marcelio Brasileiro (PL), também teve discreta presença no evento, registrada pelo portal Guajara Notícias. A ausência do governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), bolsonarista, foi questionada. Ele foi representado pelo vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil). O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), esteve presente, discursou e agradeceu ao governo federal pelas ações em prol da capital.

Pela manhã, demonstrando civilidade, o bolsonarista governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), recebeu o presidente Lula no aeroporto de Rio Branco, discursou e agradeceu pelas obras do governo federal.

Do jeito que o prefeito Fabinho Neto chegou, assim permaneceu durante todo o evento. Nem fez questão de sair na foto com os dois presidentes sul-americanos. Fabio Netinho ficou sério o tempo todo, demonstrando incômodo. Mas teve que ouvir da ministra Simone Tebet sobre a tentativa de golpe de estado perpetrado pelo ex-presidente Bolsonaro. No retorno à Guajara-Mirim, o prefeito não deu nenhuma entrevista sobre a importante obra.

A ponte binacional

WhatsApp Image 2025-08-08 at 20.31.57.jpegApós mais de um século de espera, brasileiros e bolivianos finalmente vão ver sair do papel uma promessa feita ainda em 1903, quando o Tratado de Petrópolis foi firmado e o Acre anexado ao Brasil.

Trata-se da ponte binacional que ligará as cidades de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, que pertence ao departamento boliviano de Beni. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada nesta sexta-feira (8), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

“Retorno a Rondônia após dois anos e meio e tenho orgulho de que trouxemos obras que marcarão o futuro, como esta ponte. Governar não é apenas fazer obras, é transformar a vida das pessoas”, destacou o presidente Lula.

O empreendimento, que deve ser entregue em até três anos, receberá um aporte de R$421,398 milhões do Governo Federal e irá beneficiar cerca de 180 mil pessoas na fronteira Brasil-Bolívia. A estimativa considera não apenas os moradores dos municípios diretamente ligados pela travessia, mas também populações de distritos vizinhos, trabalhadores em circulação e áreas conectadas pelas BRs 425 e 421.

“O tempo da espera acabou. Desde 1903, essa ponte era aguardada. Quando o Governo Federal retomou esse compromisso e incluiu a obra no Novo PAC, ficou claro que ela deixaria de ser promessa para se tornar realidade. Enquanto alguns constroem muros, separam pessoas e criam barreiras, nós trabalhamos para construir pontes, promover a integração com os países vizinhos e melhorar a vida de quem mais precisa”, afirmou Renan Filho.

Still 2025-08-08 143005_2.2.1.pngO presidente da Bolívia, Luis Arce, presente à cerimônia, destacou a importância da obra.“Esta obra vai muito além da infraestrutura; é um símbolo da integração e da irmandade entre nossos povos, fortalecendo nossas relações e o intercâmbio comercial por meio da produção nacional e da articulação binacional e regional. Ela representa um presente para o bicentenário da independência da Bolívia e uma conquista para o desenvolvimento do norte boliviano”, celebrou.

Já o prefeito de Guayaramerín, Ángel Freddy Maimura Reina, relembrou que esse é um sonho antigo, esperado há mais de 100 anos.

“Guayaramerín e Guajará-Mirim são cidades gêmeas, que sempre estiveram ligadas historicamente, às vezes até com os mesmos costumes. Temos pessoas que vivem no Brasil, mas cujos filhos estudam na Bolívia. Também temos brasileiros que vivem em Guayaramerín, cujos filhos estudam no Brasil. Com essa ponte, será possível visitar familiares e amigos em poucos minutos”, explicou Reina.

Fontes: A Democracia com informações da Agência Brasil

 

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