terça-feira, março 3, 2026
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“Ditadura de Trump já está instalada nos EUA”, diz jornalista americana

A apresentadora Rachel Maddow, da MSNBC, afirmou que os Estados Unidos já atravessaram o limite que muitos temiam: vivem sob um governo autoritário liderado pelo presidente Donald Trump.

Em um monólogo incisivo no “The Rachel Maddow Show”, ela citou como evidências as operações massivas de imigração, detenções sem causa provável e o uso das Forças Armadas dentro do país.

“Já cruzamos a linha. Estamos em um lugar em que não queríamos estar, mas chegamos lá. Aquilo sobre o que alertávamos nos últimos anos não está por vir, já chegou. Estamos vivendo isso”, disse Maddow.

Segundo ela, a sensação de normalidade — com filmes sendo lançados, esportes sendo disputados e famílias mantendo suas rotinas — mascara mudanças profundas na vida nos EUA, que, em sua visão, está “profundamente diferente de seis meses atrás”. Maddow foi direta: “Temos uma ditadura em consolidação em nosso país”.

A apresentadora apontou que o governo de Trump opera, na prática, com uma “polícia secreta” — referência ao ICE (Imigração e Alfândega), descrita por ela como uma força “anônima, mascarada, sem liderança identificável e com recursos ilimitados”, atuando para “instalar o medo máximo” e usar “força máxima”.

Ela comparou a atuação desses agentes ao que se espera de regimes autoritários: prender pessoas sem acusação, sem permitir acesso a advogados, e transferi-las para locais de detenção mantidos em sigilo. Um desses centros, apelidado por republicanos de “Alcatraz do Jacaré” na Flórida, foi classificado por especialistas como um desastre humanitário iminente.

Maddow também alertou que a militarização interna avança. Segundo ela, em vários estados, bases militares já expandiram suas áreas de jurisdição por centenas de quilômetros para permitir que tropas em serviço ativo tenham poder de prender e revistar cidadãos em solo americano.

“Não estamos caminhando para isso. Já estamos vivendo isso. Essa é a realidade em que estamos agora. Então, dado que você vive em um país com um líder autoritário, a questão é: o que você pode fazer pelo seu país?”, concluiu.

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