quinta-feira, outubro 15, 2026
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Da oração à morte: Michelle Malévola Bolsonaro quer vender vapes, armas e bebidas com marca Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, conhecida por ser pregadora evangélica fervorosa e ter familiares ligados ao pecado, achou por bem fazer uso dos talentos hereditários e investir em marcas e produtos que trazem malefícios e morte aos brasileiros: armas, bebidas, cigarros e os chamados “vapes”, vaporizadores de nicotina que matam mais que cigarro comum.

É o que mostram os documentos do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) em que se encontram os pedidos da ex-primeira dama para registrar marcas relacionadas a seu marido (como “Jair Bolsonaro” e “Mito”) para vender produtos que causam morte e vício.

No dia 12 de julho do ano passado, por exemplo, Michelle deu início a um processo junto ao INPI para registrar a marca “Jair Bolsonaro” para a produção e venda dos seguintes produtos: fósforos, isqueiros para fumantes, tabaco e vaporizadores para fumantes. Veja documento, abaixo.

Crédito: INPI

Vaporizadores para fumantes são os chamados “cigarros eletrônicos”, também conhecidos como “vapes“.

A prevalência do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes no Brasil é cinco vezes maior do que a de consumo do tabaco convencional e está acima da média nacional e do uso entre adultos, mostram dados do terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III).

Segundo a pesquisa, 5,6% da população com 14 anos ou mais utiliza os dispositivos no Brasil, 3,7% de forma exclusiva e 1,9% em conjunto com o tabaco convencional. Já entre os adolescentes de 14 a 17 anos, a prevalência é maior: 8,7% dos jovens consumiram vapes no último ano. Enquanto isso, entre os adultos, o percentual foi de 5,4%.

Os números do levantamento, realizado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com parceria da Ipsos e financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foram apresentados nesta quinta-feira.

“Destaco as meninas, em que o percentual chega a quase 10% de prevalência. Estamos vendo uma mudança enorme de uma tendência de sucesso de queda no consumo de nicotina. Mas agora com um novo formato. Tivemos uma história maravilhosa de sucesso de políticas públicas, que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas esse novo desafio quebrou completamente essa trajetória”,  disse Clarice Sandi Madruga, professora de Psiquiatria Unifesp e coordenadora da pesquisa, na coletiva.

Michelle também deseja ter marca de vinho com o seu nome

Apesar de ser evangélica e, oficialmente, não consumir bebidas alcoólicas, a ex-primeira-dama revela interesse em entrar no mercado de comercialização de bebidas alcoólicas. E a marca de qual ela pretende fazer uso não é a de seu marido, Jair Bolsonaro, mas sim o seu póprio nome, Michelle Bolsonaro.

A religiosa deu entrada ao processo para registrar sua marca no mundo dos vinhos e afins no dia 22 de maio de 2024, antes mesmo de se preocupar com os cigarros eletrônicos com o nome do marido, como mostra documento abaixo.

Crédito: INPI

Michelle também utilizou suas iniciais para criar e registrar outra matrca, a MB Vinhos.

Crédito: INPI

Ex-primeira-dama quer vender “Armas Bolsonaro”

É claro que na lista de produtos com a marca registrada “Bolsonaro” não poderiam faltar os armamentos, tanto facas e punhais quanto as pistolas e revólveres.

No dia 12 de julho de 2024, a evangélica requereu o uso exclusivo da marca “Bolsonaro” para facas e armas brancas.

Crédito: INPI

 

No mesmo dia 12, Michelle registrou a marca “Jair Bolsonaro” para comercializar armas de fogo, explosivos e munições.

Eis aí uma crente diferenciada.

Crédito: INPI
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