quinta-feira, outubro 15, 2026
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Pastor do PL que pregava a moralidade é preso por torturar bebês e animais

Foi no celular dele que a polícia encontrou o material que levou até os outros suspeitos de envolvimento nos crimes

BAGÉ (RS) — O discurso público de moralidade, a retórica religiosa e a defesa ferrenha dos valores tradicionais ruíram de forma avassaladora na cidade de Bagé, no interior do Rio Grande do Sul. Tiago Ximendes, conhecido amplamente na região como pastor evangélico e atuante como vereador suplente pelo Partido Liberal (PL), foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Por trás da fachada de “cidadão de bem” e líder comunitário, as investigações da Operação Contra Barbariem revelaram a face de um homem apontado como peça-chave em uma das redes de tortura mais cruéis e chocantes descobertas recentemente no país.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (2/7), a Operação Contra Barbariem, para cumprir 12 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé, no âmbito de investigação que apura a suposta prática de crimes de tortura contra crianças e de maus-tratos a animais.

As medidas foram cumpridas nos municípios sul-rio-grandenses de Bagé, de Candiota e de Canoas, com o objetivo de cessar a continuidade da prática desses crimes, de identificar vítimas e de colher provas para esclarecer a dinâmica dos fatos e eventual comercialização dos registros audiovisuais.

Entre os presos está o pastor evangélico e vereador suplente do PL, Tiago Ximendes (foto), da cidade de Bagé. Foi no celular do pastor que a polícia encontrou o material que levou até os outros suspeitos de envolvimento nos crimes.

Investigam-se indícios de reiterados episódios de violência física e psicológica praticados contra vítimas em situação de vulnerabilidade, incluindo bebês, crianças e animais domésticos. Parte dos fatos investigados teria ocorrido no município de Bagé e sido registrada e compartilhada por meios digitais.

Segundo as apurações, os investigados teriam desempenhado diferentes funções na dinâmica dos fatos, incluindo a produção e o compartilhamento de registros audiovisuais relacionados às condutas sob investigação.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, prática de crimes de imposição intencional de sofrimento físico ou mental contra crianças ou adolescentes, de maus-tratos a animais e de organização criminosa. (Fonte: Polícia Federal do Rio Grande do Sul)

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