quinta-feira, outubro 15, 2026
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Mãe de Adriano da Nóbrega, ex-assessora de Flávio é denunciada por lavar dinheiro da milícia

Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sob acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2022 durante uma operação policial na Bahia. A denúncia foi apresentada nesta quinta (19).

Segundo o MP-RJ, Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano da Nórbrega, integrou uma rede formada por pessoas e empresas usada para “receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho”. A investigação aponta que o grupo utilizou negócios de fachada para esconder recursos obtidos com atividades ilegais.

Raimunda trabalhou como assessora de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) entre abril de 2016 e novembro de 2018. Ela já havia sido citada no caso das chamadas “rachadinhas” investigadas pelo MP, que acabou arquivado após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que anularam provas.

O miliciano Adriano da Nóbrega. Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a denúncia, Adriano da Nóbrega controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana em associação com o bicheiro Bernardo Bello. As apurações indicam que quatro empresas ligadas ao esquema movimentaram cerca de R$ 8,5 milhões.

“Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na zona norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos”, afirmou o MP.

O órgão também denunciou o deputado federal Juninho do Pneu (União Brasil-RJ), acusado de adquirir bens que pertenciam ao miliciano após sua morte. Segundo a Promotoria, o parlamentar e a viúva de Adriano, Julia Lotuffo, teriam conhecimento da origem ilegal dos recursos envolvidos na negociação.

Ao todo, foram apresentadas três denúncias relacionadas às atividades atribuídas ao grupo. “A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega”, informou o MP.

DCM
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