Por Roberto Kuppê (*)
A Praça É Nossa
Não tem objetivo nenhum a não ser a continuação da tentativa de golpe de estado perpetrado no dia 8 de janeiro de 2023. A caminhada da insensatez liderada por Nikonha, primo de traficante, é uma afronta à Constituição e às instituições. E o pior, envolve crianças e adolescentes.
A Praça É Nossa 2
A presença de políticos e figuras públicas ao longo do trajeto também virou alvo de memes. Usuários compararam as aparições pontuais ao formato do programa “A Praça É Nossa”, destacando entradas rápidas e falas de efeito. Entre os nomes que surgiram nos registros estão o deputado federal Sargento Pincel e o senador Salsicha. O pretenso pré-candidato ao Senado Federal, Bruno Scheid (PL) também foi em meio à denúncias de cobranças por frete de avião não pago.
O PT de Rondônia
Se tem um partido que só decide após dezenas de reuniões sobre o mesmo assunto é o PT. Assim está sendo para decidir sobre as eleições deste ano. O partido tem um pré-candidato ao governo de Rondônia, Expedito Netto, mas o que estão confirmados mesmo são os pré-candidatos à deputados federais e estaduais. Netto vai ter que comer muita poeira ainda se quiser sentar na janela. Ele não tem nem 15 dias de pré-filiado. Ainda precisa ser referendado pelo presidente Lula e pelo presidente do PT, Edinho Silva. Em Rondônia ele teria quase a unanimidade. Resistência ele está encontrando com Ramon Cujui. Este é difícil de convencer. Uma reunião no Rio de Janeiro durante o Carnaval com a presença de Lula poderia ajudar. Lula será homenageado pela Escola de Samba Unidos de Niterói e deverá prestigiar o desfile no dia 15 de fevereiro na Sambodromo.
A bem da verdade
Governos de esquerda são estatizantes, ou seja, anti privatizações. A maioria das empresas públicas privatizadas as foram por governos de direita. Ao longo das décadas as rodovias federais foram privatizadas por presidentes da República de direita. Em Rondônia, a BR 364 recém concedida à iniciativa privada, está causando polêmica, sendo contestada justamente por políticos de direita, principalmente pela cobrança de pedágio considerado um dos maiores do país. É prá privatizar ou não? Ou o problema é apenas o valor do pedágio?
A bem da verdade 2
O vereador Everaldo Fogaça (PSD), de Porto Velho, participou ontem de uma caminhada sob chuva até Candeias do Jamari, em protesto contra o alto valor do pedágio. Realmente está alto porque a cobrança está sendo feita antes dos benefícios. Se a concessionária reduzisse pela metade todos ficariam satisfeitos.
A bem da verdade 3
Toda a bancada federal participou de audiências públicas em torno da concessão da BR 364, iniciada no governo Temer e intensificada no governo Bolsonaro. No entanto, apenas o senador Confúcio Moura (MDB-RO), está sendo responsabilizado só porque ele tem agido com transparência e honestidade. Já o outros parlamentares estão agindo com cara de paisagem, como se não tivessem “culpa no cartório”. Em vez de fazerem parte da caminhada contra o valor abusivo do pedágio, deputados e senadores foram caminhar contra a democracia e a favor do golpe de estado em Brasília.
Toffoli não abre mão do caso Master
A despeito da saraivada de críticas por sua atuação no caso das fraudes no Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não tem qualquer intenção de deixar a relatoria do processo ou devolvê-lo à primeira instância. Como conta Daniela Lima, Toffoli disse a colegas que vai “apanhar o que tiver que apanhar” e “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade”. Ele também divulgou uma nota elogiando a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de arquivar um pedido de deputados para afastá-lo da relatoria do caso Master, dizendo que isso “reafirma a regularidade da condução”. (UOL)
Defesa Master
Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou uma nota para defender a atuação da Corte e do ministro. No texto, ele afirma que cabe ao Supremo atuar “na regular supervisão judicial, como vem sendo feito pelo ministro relator, DIAS TOFFOLI” [em maiúsculas no original]. Toffoli vem sendo criticado desde que levou todo o caso Master para o STF e decretou sigilo máximo, seguido de decisões como mandar lacrar provas apreendidas e criticar a atuação da Polícia Federal. A revelação de negócios de seus irmãos envolvendo um resort com o cunhado e braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Master, elevaram os questionamentos à atuação do ministro. Fachin, porém, reafirmou a autoridade de Toffoli para atuar no recesso e disse que “eventuais vícios ou irregularidades alegados” serão examinados depois pelo colegiado. (g1)
Defesa Master 2
Funcionários destacados para atender ministros do STF permaneceram por ao menos 150 dias em Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá, associado ao ministro Dias Toffoli. Desde dezembro de 2022, o pagamento de diárias a esses agentes ultrapassou R$ 454 mil. Dados do TRT-2 indicam deslocamentos frequentes de equipes de segurança para a cidade, com a justificativa de prestar apoio e transporte a uma autoridade do Supremo. Os registros não identificam o ministro atendido, e o STF não comentou o caso. As viagens se concentraram em períodos de férias, recesso do Judiciário, Carnaval, julho e fim de ano. No último Ano-Novo, agentes também estiveram no local, reforçando relatos de que Toffoli segue frequentando o resort. (Folha)
Defesa Master 3
A defesa de Daniel Vorcaro negou que exista qualquer proposta ou negociação de delação premiada em curso. A declaração foi feita após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, movimento que alimentou especulações sobre uma possível colaboração. Warde, conhecido por criticar esse tipo de acordo, teria deixado a defesa justamente por discordar da estratégia. Apesar dos rumores, a atual equipe jurídica afirma que não há tratativas com a Polícia Federal e que manterá a linha técnica da defesa. (CNN Brasil)
Defesa Master 4
Mesmo sem delação, os depoimentos de Vorcaro agitam o meio político. Segundo Aguirre Talento, da coluna de Fausto Macedo, o dono do Master afirmou à PF que tratou da abortada venda de seu banco ao Banco Regional de Brasília (BRB) diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Rocha admitiu ter ido uma vez à casa do banqueiro, mas negou ter discutido o negócio. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou. (Estadão)
Lula sobre o Master
O presidente Lula comentou, nesta sexta-feira (23), as investigações sobre as supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Durante cerimônia de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Maceió, Lula classificou o suposto esquema como um golpe bilionário.
Lula sobre o Master 2
“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão, do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar é os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú.”
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política do Brasil e do mundo.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
Informações para a coluna: rk@ademocracia.com.br




