Luz
Esperança
Buscas
Sonhos
Construções
– sem as tuas maldades
– agora enjauladas
Chegou a tua hora
Em verde e amarelo,
e vice-versa
– chegou a tua hora
– não pôde ir embora
Demorou
– alguém desistiu
– de tanto que se omitiu
Você implorou
– mas, aqui chegou,
(toma aqui teu castigo em vida – frente às tantas vidas que eliminou)
Você ignorou
– tantos pedidos, chamados,
– sempre ignorados
Mas, o castigo chegou
– com tanto papo, sem espaço
– pra sua esnobação papuda
(Alma escura, inimiga, impura, agora tua própria dor te saúda)
Seu tempo já era
– a Papuda te espera
Sem espaço
– sem vida
– sem glória
– nessa tua história
– massacrante de tantas vidas desgraçadas
(essa é a tua história … de mortes anunciadas)
Sem mais tempo a perder
– teus crimes sem fim
– agora, será tua dor
(Enfim)
– a pena longa é o teu cobrador
Vai lá, sem crédito
– amargar outra onda papuda,
– Tua pena é graúda
(dessa tua alma feia, maldosa, carrancuda)
– e tudo foi assim, te sobrou só o demérito
Não torturarás
– não matarás
– não roubarás
(Vidas, sonhos, respiros de ar…)
Nesse teu mar de lama
– vamos te desarmar
– nossa esperança irá desabrochar
– nossa luta irá animar
Hoje, acaba esse nosso drama
– agora respira, quem realmente ama
Como não festejar?
Vinício Carrilho Martinez