sexta-feira, agosto 29, 2025
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Luta por justiça tributária inunda redes sociais e senadores petistas apoiam

Hashtags movimentam internet e indicam que rever benefícios dos mais ricos e o caminho

Uma onda inundou as redes sociais nos últimos dias, refletindo o desejo da sociedade por justiça tributária. Em resumo: os brasileiros não aceitam seguir pagando praticamente sozinhos pelo equilíbrio das contas públicas, enquanto os super ricos gozam de isenções e benefícios fiscais. O presidente Lula sintetizou o caminho a ser seguido pelas forças democráticas, já que justiça tributária é também justiça social.

“O modelo neoliberal aprofunda as desigualdades, 3 mil bilionários ganharam 6,5 trilhões de dólares desde 2015. Justiça tributária e o combate à evasão fiscal são fundamentais para consolidar estratégias de crescimento inclusivas e sustentáveis próprias, disse o presidente durante em encontro do Brics, no Rio de Janeiro.

Hashtag como #JustiçaTributária, #SuperRicos, #RicosPaguemaConta, #CongressoInimigoDoPovo, #HaddadTemRazão subiram com força nas redes sociais indicando que há o projeto político vitorioso em 2026 será cumprido, com a taxação dos mais ricos e a diminuição da carga tributárias dos mais pobres, com instrumentos como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

E a bancada petista no Senado já vem enfatizando a necessidade de mudar as prioridades do país, resgatando a enorme dívida social brasileira.

“Estamos falando de responsabilidade com o povo. O governo Lula dialogou, ajustou e protegeu os mais pobres. É hora de ter lado: do lado do Brasil que precisa crescer com justiça social e justiça tributária”, apontou o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, indicando a disposição do governo de dialogar com o Congresso mas sem abrir mão dos seus princípios.

Humberto Costa (PT-PE) foi na mesma linha. “É extremamente importante que o Congresso esteja pronto para tratar de temas como a redução de subsídios e renúncias fiscais que já chegam a R$ 1 trilhão, cortes em emendas parlamentares que hoje somam R$ 60 bilhões, cortes em supersalários e a redução de impostos de quem ganham menos”, frisou. Paulo Paim (PT-RS) lembrou que, somente em 2026, serão R$ 620,8 bilhões em isenções. “Está nas mãos do Congresso Nacional reverter essa situação”, afirmou.

A justiça tributária é prioridade do governo, contra pressões de grupos econômicos organizados. “Há muitos interesses em jogo, inclusive de grandes grupos econômicos que estão no topo. Tem uma hora que é necessário reagir. Com a taxação BBB (bancos, BETs e bilionários), nós mostramos que nossa missão é clara: fazer mais por quem mais precisa. Toda escolha tem um lado. E o presidente Lula fez a dele”, disse o senador Jaques Wagner (PT-BA). A senadora Teresa Leitão (PT-PE) sintetizou: “Defender justiça tributária é lutar por um país que oferece dignidade para o seu povo. É um compromisso com um Brasil mais justo e equilibrado”.

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